Houve uma época em que eu era assídua frequentadora do Theatro Municipal. Eu ia sempre a uns concertos que aconteciam ou durante a semana à noite, ou sábado de manhã. Mesmo não entendendo nada do tipo de música que é apresentada lá, eu gostava. Gostava simplesmente de estar lá, da arquitetura, de sair da zona norte.
A primeira vez que vi o Zé Celso em cena, foi lá. A Marilena Chauí tinha preparado uma programação em homenagem ao aniversário da cidade. Levei minha mãe. O Wisnik performou o Soneto do Olho do Cu, ao piano. Também já fui com minha mãe e meu pai, em outra ocasião.
Eu não devia ter nem meus vinte anos e conheci um cara uma vez, num concerto no Pátio do Colégio. Ele era bonito e mais velho. Lembro que fazia pós em entomologia e morava na rua Pires da Mota, meio Liberdade, meio Aclimação. Ele era louco pra me comer. Eu, não sei bem o que queria com ele. Nunca rolou nada, mas fomos ao Municipal juntos. Depois, ele desistiu.
Minha libido foi contida, por muito tempo. Devoradora de corpos e experiências, por outro lapso de tempo. Até que acontecimentos de todo tipo, incluindo aí problemas de saúde, soterraram com ela de uma vez. Se aquele bofe da Pires da Mota aparecesse na minha frente de novo, acho que mandaria ele cagar. Mas tenho saudades de bater perna em busca de um lugar pra ouvir música no centro.
Imagem: Instagram da autora.
Imagem: Instagram da autora.

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